quarta-feira, 21 de abril de 2010
Dormir no Aeroporto
Tive alguns lances de sorte. E também vim prevenida. Então minha noite de sono "galeônica" até que não foi tão ruim assim, acho que deu para dormir melhor do que em ônibus convencional, aqueles do tipo com poltrona "costa reta". Em relação aos macetes, já saí da minha bela morada na ilha privê naval sabendo que iria enfrentar uma noite dormindo no aeroporto. Então carreguei o meu travesseiro. Não era travesseirinho, era um daqueles grandes, respeitáveis, fofos, com fronha de malha, cheirando a lavanda (parêntese: adoro cheiro de lavanda). O lance de sorte foi que os bancos da sala de espera do Galeão pareciam ter sido projetadas para algum desafortunado pernoitar por ali. Eram uma massa única, bem compridos, e não tinham encosto de braço. Resultado: consegui me esticar toda, inclusive as pernas. É lógico que a gente acorda meio quebrada depois dessa noite de sono bizarra porque banco de aeroporto não tem a maciez adequada para garantir conforto, mas só de conseguir me deitar, valeu.
Só não me atentei para um fato importante que era a bagagem. Dormi com a bagagem ali do meu lado, assim qualquer ladrãozinho conseguiria levar meus pertences fácil. Assim, não sigam o meu exemplo, procurem um guarda volumes e deixem suas coisas por lá. Safo?
É isso aí, sobrevivi...
quinta-feira, 4 de março de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Patagônia até que enfim !
Estou indo mesmo para a Patagônia, tá certo que o roteiro de agora está mais enxuto do que o primeiramente planejado. Vou ficar somente em El Calafate, El Chaltén e Puerto Natales (esta ultima em território chileno). Mas tá valendo.
O ponto alto vai ser conhecer o Parque Nacional Los Glaciares, na Argentina, incluindo a visita ao glaciar Perito Moreno, de uma beleza ímpar. O território chileno reserva uma visita ao Parque Nacional Torres del Paine. Ainda não acertei se vou fazer alguma trilha, sou uma viajante meio desorganizada, do tipo, chegando lá decido o que fazer. Aliás é nessa "falta de planejamento" e a chance ao acaso que vejo graça nas viagens solo.
Seguem os sites para quem tiver curiosidade:
Los Glaciares: www.losglaciares.com
Torres del Paine: www.torresdelpaine.com
A viagem pode ser acompanhada através desse blog, como um diário de bordo, a exemplo do que fiz na viagem a Macchu Picchu. Tentarei ao máximo realizar postagens de fotos recentes. Não sei quando realmente estarei montanha acima, ou seja, em off, mas dou noticias quando puder...
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O caso da Geisy
Minha resposta é não. Ela não é nem um pouco inocente. Não acredito que as pessoas vestem roupas exíguas sem uma ponta de malícia. Não consigo me convencer que essa menina foi assitir aula e pôs essa roupa na ingenuidade, na minha cabeça ela colocou roupa curta com o objetivo claro de aparecer. E conseguiu seu intento.Quando vi a entrevista então com essa menina e me defrontei com aqueles cabelos oxigenados, unhas compridas e um monte de balangandans, me passou uma imagem que estava longe de ser uma Virgem Maria...Tava mais para algo como a profissão mais antiga do mundo...Não estou aqui tentando ser uma falsa moralista. Eu também gosto de usar roupas curtas. Só que existe hora e local para isso. E com certeza não é na faculdade durante as aulas.
Sim, é verdade que existe o direito de ir e vir e de usar o que bem entender. Porém para convivermos bem em sociedade é necessário que façamos concessões, sempre com o objetivo de esconder o nosso lado mais primitivo. É por isso que não cuspimos no chão, não fazemos as necessidades em público e não mastigamos de boca aberta. Simples assim. Isso significa que o nosso direito de ir e vir termina quando começa o dos outros. É uma regra básica de convivência.
domingo, 20 de setembro de 2009
Comprando carro em lançamento

Quando há o lançamento de um carro novo por uma montadora, tem aquele estardalhaço de marketing e os preços sempre tendendo ao limite estratosférico. É incrível como funciona essa nossa cultura consumista! Sempre instigando em nossa mente a idéia de que o que temos nunca é bom, nunca é o suficiente...Se temos um objeto XY recém lançado vai aparecer uma propaganda de um XYZ com mais uns n recursos que não prestam pra porra nenhuma (eu pelo menos acho!). No mercado automotivo o raciocínio é o mesmo. O cara sempre tem que ter um carro último modelo pra ser bacana e se dar bem com a mulherada. Mas será que sempre vale a pena perseguir o último lançamento???
Vou lançar agora a sementinha do mal! Sabe quando vou comprar carro recém lançado???? NUNCA! Sempre vou procurar um carro que esteja no meio do seu ciclo de vida, porque também carro prestes a sair de linha é mico. Não tenho essa preferência por motivos altruístas e anti consumistas, como muitos podem pensar ao ler o primeiro parágrafo desse post, e sim por motivos técnicos mesmo. A verdadeira razão vem do meu trabalho na indústria automotiva...Veículos em lançamento, por mais que tenham sido testados, sempre, mas sempre apresentam algumas falhas de projeto ou de processo que somente se consegue detectar após o início da produção. Isso porque antes da produção trabalhamos somente com protótipos, e por mais que sejamos cautelosos na sua construção, não é uma representação 100% real daquilo que irá sair da linha de produção. Por isso a facilidade com que alguns erros passem despercebidos aos olhos. Algumas falhas também só irão aparecer com o uso contínuo do veículo, assim impossíveis de serem detectadas na fase de prototipagem.
Tudo isso eu falo com a minha (pouca!) experiência e vivência nesse mundo automotivo. Gastei muito mais horas de trabalho corrigindo falhas de projeto e fazendo ajustes em veículos já lançados do que trabalhando em coisas novas. Isso faz parte e realmente não me incomodava. Vocês podem estar pensando: mas quanta gente incompetente trabalhando em montadora pra dar esse monte de merda !!! Em parte isso é verdade, tem mais gente incompetente nesse mundo do que pessoas boas de serviço. E tem muito incompetente que sobe de cargo facilmente por manjar da arte do puxa-saquismo. Mas não vou me adentrar mais nesse assunto político. Vamos assumir agora a situação utópica que toda a equipe de projeto é formada nas melhores faculdades, todos tem MBA e todos já foram destaque de funcionário do mês. Mesmo nessa situação não se está imune à erros...Primeiro porque estamos falando de seres humanos, e ninguém aqui como ser humano é infalível, por mais que existam os deuses da engenharia que pensem o contrário. E segundo porque existe uma coisa chamada Estatística, que está devidamente inserida na Teoria da Confiabilidade. E é a confiabilidade que a gente usa pra prever a durabilidade de uma peça ou mesmo calcular a sua probabilidade de falha. Sim, é essa a palavra chave: probabilidade.
A única certeza que tenho é que um dia vou morrer, de resto não se dá para ter certeza de mais nada. O resto são somente estimativas e quando falamos em estimativas estamos falando na probabilidade de um determinado evento ocorrer. A gente formula uma hipótese, por exemplo, "a suspensão não vai quebrar se submetida a uma carga x". Isso não é uma certeza absoluta, mas se testarmos essa hipótese e constatarmos que há 98% de chances da suspensão não quebrar com a carga X, podemos considerar isso como verdadeiro. Mas corremos o risco de 2% de não ser verdadeiro e mais pra frente der algum problema. Ainda que esse risco seja baixo, ele existe. E acontece mesmo dele se manifestar mais pra frente. Infelizmente isso é inevitável, e sabíamos que corríamos risco. Mas se não assumíssemos o risco, nunca que o veículo seria lançado. Todos os dias durante as discussões de projetos de peças novas nosso lado "macho alfa" era posto em conflito com os "fatores cagaço". Os riscos sempre são calculados e somente assumíamos quando tinhamos certeza que o mesmo era baixo.
Bom, é isso. Já falei trezentas mil vezes para os meus amigos que carro em lançamento sempre virá com alguma caca. E que as cacas podem vir de processos que não temos como controlar antes... Mas enfim, meus avisos sempre foram em vão, porque os caras sempre vão desejar o carrão do ano. Ah, tudo bem! Como sempre gosto de finalizar meus posts ácidos, vocês garantiram meu emprego por 4 anos, financiaram minha viagem pro Peru, minhas maquiagens da Lancôme, e minha bike.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Minhas maquiagens
Rímel Telescopic L´Oreal cor preta - Taí um rímel tudo de bom, que não borra, não escorre, não deixa os cílios engruvinhados. Ah, e ainda tem a escovinha dele, que não deixa resíduos nos pelos. O resultado final é um visual de boneca, porque ele aumenta e alonga bem.Uso em maquiagens elaboradas e saídas noturnas.
Rímel transparente Color Trend Avon - Para usar nos cílios durante o dia, fica mais discreto. Também uso para pentear as sobrancelhas.
Curvex - Tenho 5, cada um em uma bolsa ou necessárie diferente. Não dá pra ficar sem!
Blush Natura cor 3 - Rosadinho, bonitinho, o pó não entope os poros. Adoro a cor. Uso no dia a dia para dar um ar saudável.
Sombra duo Natura Aquarela cores bege + marrom (dia) e prata + grafite (noite) - Tendo esses dois kits pequenininhos na bolsa já garante um belo make para qualquer situação.
Spectraban color base FPS 35 - Até que enfim achei um filtro solar descente, de textura finíssima e não gorduroso, e ainda por cima com cor de base. E como base, ele funciona muito bem, dando uma boa cobertura na pele e escondendo pequenas imperfeições. Outro produto que não vivo sem e passo todo dia religiosamente, independente de estar maquiada ou não, ou de fazer sol ou não. Só não passo quando vou praticar esportes, aí substituo por outro filtro mais potente. Melhor relação custo benefício impossível. Encontrável em qualquer farmácia.
Estojo Absolue Seduction Lancôme - Made in France. Tem tudo que é necessário para uma boa produção, porém em tamanho mini. É bom quando se vai viajar e não tem espaço na mala. Os produtos são excelentes, destaque para as sombras, os batons e o rímel. Esse arrematei nas alturas, dentro de uma avião da LanChile, a história foi loucura.
Jogo de pincéis da Mundial - Comprei em um armarinho da 25 de março, paguei 15 reais. Não deixa nada a dever para os pincéis profissionais.
domingo, 6 de setembro de 2009
Trilha sonora para a corrida
- Sleeping in my car - Roxette. Essa também serve para dar cavalinhos de pau com o seu carro, bem furiosinha para aumentar o ritmo das passadas.
- It´s my life - Bon Jovi. O próprio refrão já antecipa a hora da morte "it´s my life and it´s now or never".
- How do you do- Roxette. Sinta-se uma miss sendo secada pelos saradinhos do parque. " I see you comb your hair/ and give that grim/ it makes me spin now/ spinning within/ before I melt like snow/ I say hello/ How do you do?"
- Que maravilha! - Jorge Ben Jor. Essa é para os dias de chuva e lama. A letra da música já diz tudo e fico imaginando a cena descrita "lá fora está chovendo/ mas assim mesmo vou correndo/ só pra ver/ o meu amoooor".
- Gonna fly now- Trilha sonora do Rocky. Precisa de descrição? A ceninha do Rocky Balboa correndo nos trilhos do trem ao som dessa musica já explica tudo.
- Last train to London - Eletric Light Orchestra. A batida disco parece empurrar para frente.
- Gipsy- Fleetwood Mac. Uma graça...me sinto a própria cigana. Também música para observar a "paisagem"...
- Huricane - Bob Dylan. Huricane é um boxeador, mas dá para extrapolar sua força e energia para as pistas de atletismo e as ruas.
- Love is in the air- Jonh Paul Young. Embarquei totalmente na onda "Love is in the air", é uma vibe muito legal e atualmente é a minha música chiclete, aquela que ponho pra tocar 200 vezes no meu i-pod, seguidamente sem interrupção. É um sonho correr ouvindo ela, parece que to pisando em nuvens, por mais que a "canelite" esteja pegando...
- Go your own way - Fleetwood Mac. Run Forrest, run !!! Essa daí também dispensa explicações. É o maior hit runner de todos os tempos!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Mal de altura
Bom, o quanto você vai sofrer ou não com o mal de altura depende da reação do seu organismo e isso é muito pessoal, pois cada um vai sentir com uma intensidade diferente. Achei meio exagero aqueles cilindros de oxigênio no aeroporto de Cuzco, pensei que a minha chegada lá vinda direto de Lima fosse um choque, mas foi o contrário. Lima estava calor, eu estava incomodada, e o clima em Cuzco quando cheguei estava muito agradável e me fez até bem.
Por ter me sentido melhor do que o esperado não quis dizer que não tive mal de altura. No primeiro dia tive dores de cabeça bem leves e me sentia um pouco ofegante para subir e descer ladeiras. Mas passou rapidinho. Nada que aqueles conselhos de vó não resolvam: se alimentar bem, não fazer muito esforço e beber bastante água. Em resumo, pegar leve. Acho que o conselho chave para quem vai se enveredar por aquelas bandas é fazer um bom planejamento, agendando os passeios mais "radicais" uns 2 dias depois da chegada à Cuzco, para que se tenha tempo de se adaptar e não correr o risco de perder o passeio caso passe mal. E, pelo mesmo raciocínio, não ter pressa de fazer as coisas, sempre deixar uns horários em aberto, umas janelas para não fazer nada e tomar um sorvete na praça. Como já comentei, a trilha Inca deve ser iniciada depois de 4 dias de estadia em Cuzco, por ser uma passeio realmente muito pesado.
Vamos agora à parte controversa: a nossa amiguinha folha de coca. Nada de preconceitos contra ela! O princípio ativo da cocaína está presente em doses baixíssimas no chá de coca, então resumindo, voce não ficará doidão ao tomar o chá ou mascar a folha de coca. Os efeitos da coca sao algo parecido com você tomar um café forte ou um guarapower, nada mais. Mas funciona pra tratar o mal de altura, para dar um gás nas subidas das trilhas e eu usei muito o chá como digestivo após aquelas refeições cheias de pimenta que servem por lá. Provar ou não a coca é uma decisão sua, porém não se iniba de provar com medo de ficar doidão. Não fica. Para quem provou e gostou, compre caixinhas de chá de coca industrializado e traga sem medo para o Brasil. Atenção, leve só os saquinhos industrializados, levar a folha em natura acho meio arriscado. O chá feito de saquinho não tem a mesma bossa daquele feito direto com as folhas, mas já dá pra impressonar os amigos numa reuniãozinha. Ou mesmo te manter ligadão para virar a noite estudando em véspera de prova.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Eu, Mariana P, 27 anos e viciada em calculadoras
Cheguei na 8a série e foi um sonho quando finalmente a calculadora simples foi liberada no dia a dia e nas provas. Esse instrumento me acompanhou até o 3o colegial. Foi no vestibular da Fuvest que tive minha primeira crise de abstinência séria. Ali não podia usar calculadora e por alguns instantes me deu um branco numa questão quando não consegui mais fazer multiplicação com reserva. Chocante. Deu tremelique. E é claro, uma vez que você vicia numa droga, quer sempre passar para coisas mais pesadas. No meu caso, no colegial, não dava mais para se entreter com uma calculadora simples, já surgia desejos de ter uma científica. Aquelas funções trigonométricas, equações logarítmicas e etc, aquilo tudo embananava a cabeça. Mais uma vez fazia uso ilícito para resolver a lição de casa. Parti também para ações mais ousadas. Escondia a calculadora científica no banheiro e na hora da prova ia checar as questões do lado da privada, uma cola muito bem bolada.
Passei na faculdade, comecei a ter aulas do ciclo básico, aquelas matérias tipo cálculo, GA, equações diferenciais...Aí liberou geral a calculadora científica. Mas como vocês devem conhecer a história, a gente sempre quer dar um up...O passo natural seria ter uma famigerada HP, que resolve integrais, derivadas, faz gráficos e até dá os diagramas de esforços solicitantes nos exercícios de RM. Foi aí que caiu a ficha e comecei a lutar bravamente contra meu vício em calculadoras. Substituí as funções da HP por programas de computador. Fazia rotinas no matlab, modelagem matemática no maple VII e os problemas estruturais mais cabeludos eu passava pra galera dos elementos finitos resolver. Mas isso também não me isentou de surtar de vez em quando. Que nem quando passei uma noite inteira programando o maple para resolver um problema de equação diferencial parcial por LaPlace. Foi até o amanhecer queimando incenso na varanda, tomando umas 6 latas de cerveja e programando. Muito louca a experiência. Depois todo mundo queria copiar o trabalho. Os progamas de computador não eram tão pesados quanto as calculadoras, o poder alienante era menor, o que fazia meu cérebro funcionar quando estava longe deles. Mas nao deixavam de ser drogas.
Hoje posso dizer que ainda não estou curada desse vício maldito. E anos e anos usando essa droga me deixou com sequelas irreversíveis. Não consigo mais fazer cálculos mentais. Não consigo mais calcular o troco da padaria. Não me pergunte quando é 2+2. Alguns me perguntam como consigo ser engenheira sem ter competência pra fazer cálculos rotineiros. Simples, eu viajei tanto, fiquei tanto no abstrato que tiro as soluções para os problemas de maneiras não convencionais. Mas quando se fala em coisas concretas, tremo nas bases. Gente, esse é o relato sincero de uma viciada assumida em calculadoras. Cuidado com essa droga! Ela traz consequências sérias para a sua vida.
domingo, 23 de agosto de 2009
Fugindo de sexo, drogas e rock n´roll

Anos 70. Auge da contra cultura, da liberação sexual, do movimento hippie e berço do rock n´roll. A visão de um casal de irmãos, ele de terninho, ela de vestidos esvoaçantes e cheios de lacinhos, ambos cantando músicas românticas, era de causar espanto. Era um oásis do açúcar no meio da pólvora. E eles fizeram muito sucesso, mas muito mesmo nesse panorama contraditório. Estou falando dos Carpenters. Richard, com seus arranjos impagáveis, um cara de sacadas geniais, sempre acompanhando Karen, com sua voz de anjo.
Penso que no fundo todo mundo tem seu lado água com açúcar. É tão gostoso suspirar de vez em quando...E imagino que naquela época as pessoas, com toda aquela euforia de mudança, eram um pouco reprimidas de demonstrarem romantismo. Os Carpenters quebraram isso com maestria e hoje conheço muitas pessoas que ainda se emocionam ao ouvir suas músicas, passados 30 anos. Me incluo nessa, apesar de ter nascido bem depois do auge do sucesso deles. Gosto de um rock, um brit pop, ou novidades alternativas, mas ainda de vez em quando pego meus olhos se enchendo de lágrimas quando ouço "we´ve only just begun". Putz, como é gostoso escutar "rainy days and mondays" quando se está na pindaíba, naquela dor de cotovelo que insiste em não passar. A voz da Karen parece um cobertozinho te aquecendo nos dias frios ou um colinho de mãe te consolando quando se está na pior. E as letras das músicas parecem explicar todo aquele turbilhão de sentimentos que todos passamos. Pena a Karen ter ido embora tão cedo...
Falo tanto em ser contra o politicamente correto, burlar as regras, ser diferente, ser rebelde. Agora tô tirando o chapéu para músicos ousados. Cuja principal ousadia foi pregar que não podemos viver sem músicas que tocam o nosso coração.
